quarta-feira, 31 de março de 2010

4 Poemas Soltos

Poesia desce as escadas.
Cambaleando,
morrendo em cada pedaço.
Cuidadosamente desmetrificada,
desmistificada,
desiludida,
fodida
e mal paga.

* * *

As mãos,
São como aves.
Intrusas eternas dos céus dos comandantes,
meninas perdidas nas bocas dos inválidos
Cabeça, tronco, flores e sal.
Base certa e
Escada descarada das comparações,
Sem classe
Sem vergonha
Nem base para tal.

* * *

Carregue o bebê!
Gritou a mãe,
enquanto o chão se abria
e dúzias de prostitutas aladas
Vindas do centro do nada
vomitam o corpo escuro
das vertigem do ser.

* * *

Liquidifica-se.
Mente.
Respira,
faz que vai
e vai
Nu, abraça a sede do fim
limpando o resto da carne quente
das botas do homem velho que
interstício entre asfalto
e Peso.
Não é.

domingo, 15 de novembro de 2009

XXXIII Poema do tamanho da página.

Imerso em estar
hajo
Chega de interpretações
Amarre im/per/ativa/mente

Tanto faz a pessoa
observou sem tempo
fora do mesmo
música.

Paredizar o ex-press-ivo
neu ou tro
Típico te(n)são
Tópico
rópicos? áceos, ismos.

Com carinho,
vós.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Novos Baianos - Mash ups!

Catando uns samples dos originais dos Novos Baianos, faz-se outra musica, que nao é baiana, mas é nova!

Latest tracks by ramilive

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Guapuruvu


E com as mão a cabeça
Pasmo e como quem se assusta
Diante a tão grandiosa beleza
Ouve-se o bramido:
"Tá chovendo flores velho!
Tá chovendo flores!"

E o céu se fecha
e a agonia transborda
O sorriso aparente
dourado escorre
pelos pêlos do rapaz

E os outros em suas risadas
Oblíquas e desvainecidas
envaidecidas ensolaradas
Batem seu dedos contra peles de aço

Rasgam suas latas, garrafas,
papeis de seda e mato verde,
velas!
Põem em si coroas de espinho
e esperam,
Esperam os elicópteros e as nótícias
Dos que caem no Lago Paranoá

domingo, 25 de outubro de 2009

Em um recanto qualquer
Emerge um canto com tom de ré
E um encanto, sem cabeça nem pé
Eterniza um canto de parede até.

Um encanto de mulher
Elege o falo, despreza a fé
Uma qualquer, outra qualquer
Eterno canto de pau em pé.

Gilson e Kalil Alencar

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Incômodo descontínuo

Desliza em paz
o visco
Da língua do calango.

Calango cômico,
Calango Incômodo
Palavra Mole.
Pêndulo sem nome
Balança.

Meia-coisa que fede,
Anti-força que morre.
Cera mística
que desce morna
Lodo negro, que sem pressa
Como voz que anuncia sono,
Canta.

Som sem rosto.
Lama lenta
como a baba vil
E vívida,
que flui
da boca de seu dono.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

De onde se erguem as casas.

MATER IA LIZ ÁLAS

Anteparo:
(O dialógico não é mesmo corrente
nesses tempos, modernos.)

Corredor: somos, sermos.

Talvez alguns sejam realmente
afeitos ao melodrama,
banal, troca-tapas, resumido espectro.


[O profundíssimo nunca esteve
mesmo ligado ao ciclo
da resignação]


As mesmas dualidades tolas,
pouquíssimo questionadoras.
Permanecem, invariavelmente.

Lavabo:
(o pequeno, o separado
tempo de agora.
os vintes
é que acentuam) Á acentuam-na.

Visitas: AMBIENTE NÍTIDO, LIMPO, ORGANIZADAMENTE SOCIAL.
nos trinques...

Nó feito, pregador de esferas:

As projeções ideologicamente moldadas
X
e as reais condutas,
dutos de humanos poligamos de idéias.

poliedros e artigos indefinidos - seu chão.

Somos uns, umas, Mesmas
formas seccionadas.

Uma parte aqui,
uma outra aqui e ali,
e ainda outra ali e aqui
ao mesmo tempo.

É uma pena que símbolos sejam
tão renegados. Embora realmente
sejamos todos semi-óticos.

(uns mais óticos do que cênicos, bem verdade)

Vivamos a era da imagem!
reverenciemos
tudo quanto
é
tão
passageiro
(como nossos colegas,
os inocentes Futuristas)

A cena: uma piscina, sua água amarelo-fluorescente.
GRADES dividindo raias que se podem ver
umas as outras, sem poder atravessá-las.
sem teto ou fundo.
Um em escuridão
e outro em luminosidades
Profundos
vívissimos
lindos e perspectivamente
invertidos.


|Esse|
é hoje meu mal
investimento.
Des mater ia li zala.

CORTE DO CORDÃO UMBILICAL

o Aumento
da visão além da sala.



Alone, but refined.